domingo, 21 de março de 2010

Amor SAP.

Estava tentando pensar em algo bonito pra escrever, algo puro. Falhei. Tava lendo meus posts outro dia, além da vergonha que senti, percebi que não passo muito do que sou nos meus textos. É só depressão, depressão, depressão. Amores e perdas. Nunca falei sobre outra coisa. Não sei se pretendo falar ou se vou falar sobre algum assunto alternativo ou dinâmico, mas talvez seja só sobre o amor que eu sei falar.
Aí você pensa que eu sou egocêntrica, que acho que sei o que é o amor. Mas, cara, a verdade é que sei de porra nenhuma! Escrevo porque amo. Mas não amo porque gosto, porque sei que amor talvez não exista. E por mais clichê que vá aparentar, talvez eu só saberei o que é quando eu senti-lo. Mas senti-lo de verdade mesmo. O amor no seu estado inicial. Amor é ação, verbo, sinônimo, adjetivo e antônimo. Amor é tudo. Amor é nada. Eu sou nada.
Como dizia Bukowski: 'o amor é uma forma de preconceito'. E nunca concordei tanto com ele.

domingo, 14 de março de 2010

Ontem eu senti saudades. Começou como uma simples dor. Não era comum. Era vontade. Chorei, uma ou duas lágrimas. O bastante pra eu interpretar como saudade. Então saudade é isso, vontade? Capaz de fazer qualquer coisa para ter a pessoa ao seu lado. Definhei. Deitei e fui morrendo. Senti meu corpo se contraindo, e fui perdendo a rigidez.
Adormeci.

Acordei, não estava lá ainda. Senti a agonia novamente. Acho que dessa vez era solidão. Meu olho ficou vermelho, mas nada saia dele. Eu estava seca. 'Agora meu peito era puro deserto'. Fui me distrair. Falhei. Tomei banho. Queria as nuvens agora, queria estar lá no alto, queria poder tocar-te! Nada. Filosofei e balbuciei. 00:00 tempo passando e eu ali, te esperando. Nada. Levantei. Dormi. E agora estou aqui. Nada.

sábado, 13 de março de 2010

O problema não é pensar em você, e sim teu rosto não sair da minha mente.
E se eu te levar até as nuvens, sua queda será maior quando eu te jogar no chão.

Palavras arremessadas.

Passos. Dor. Pneumonia. Cachos. Suspiros. Escola. Amigos. Amiga. Paixão. Cachorro. Perda. Amor. Suspiros. Pneumonia. Batons. Filmes. Rock. Franja. Tombos. Cortes. Alternativa. Frieza. Coração. Mais suspiros. Vida. Mudanças. Paixão. Rock alternativo. Fotografia. Estilo. Medo. Fake. Amigos. Amor. Lágrimas. Internação. Lágrimas. Biópsia. Fake. Amigos. Rio de Janeiro. Pará. Minas Gerais. São Paulo. Avenida Paulista. MASP. Alegria. Dançar. Amar. Máscaras. Amor. Ficar. Apaixonar. Agora.

segunda-feira, 1 de março de 2010

InsANNA.

Talvez realmente sejamos loucos, insanos e depravados.
Talvez realmente sejamos malucos, e desaforados.
Talvez apenas tenhamos vontade aprender.
Talvez apenas tenhamos sede de viver.

Porque louca, meu bem, não sou eu. Você que é um tanto quanto normal demais pra mim.
Só quero lhe esclarecer uma coisa: Não ligo pra nada do que diz, ou do que fala. Não ligo pros seus costumes, nem para o tipo de musica que ouve. Não ligo se é nerd, gay ou emo. Não me importam as pessoas com quem você anda. Nem mesmo as meninas que te agarram. Só quero lhe dizer que você já não me importa mais. Quero que entenda que tudo isso já virou passado. Isso virou nostalgia. Sabe o que é nostalgia? Nostalgia é quando você não consegue resgatar nada do passado. E não consegue repetir nada daquilo que fez. Nem hoje, nem nunca. Entendeu?
Eu menti, traí, fiz tudo, e se minha consciência está limpa depois de tudo isso, deve estar havendo algo de errado por aqui. E não é comigo. Beijo.

[In]certezas.

Ela foi se apagando de sua mente. O cheiro dela pelo qual ele vivia embebedado começou a se diluir no ar. As juras de amor viraram palavras. E as músicas viraram nada. O que restou foi a covardia, e até mesmo a raiva. Não dela. De si.
E enquanto ela andava, com seus tênis sujos e cachos voando, ele se lembrava de tudo o que passaram. Ele a olhou ir embora por mais algum tempo. Suspirou. E começou a andar enquanto dizia: ''Então tá, também te amo!''