segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Atendendo a pedidos.


Tá aqui, esse vai ser o máximo que você vai ter do que quer. Não venha me perguntar depois, não venha falar nada sobre isso.
Capito? Understood? D'accord?
Ah, é provável que você nem vá ver isso daqui... mas tanto faz. Talvez sirva mais pra mim do que pra você.
Como posso deixar isso daqui mais bonito do que um simples ''eu desisti, joguei tudo pro alto, não mudei, sou ridícula e bababá''? Tá, vamos lá.

Imagina duas pessoas: A e I. Tanto faz quem é quem, tanto faz a espécie, reino, filo, religião ou sexo, só imagina A e I.
Agora imagina A e I num corredor, sem fim (não a vista, pelo menos). Um corredor cheio de espelhos ao invés de paredes. Eles estão correndo, em velocidades diferentes - mas o importante é que estão correndo. Só que o corredor vai ficando cada vez mais estreito. Então o A pára enquanto o I continua correndo. E o A não consegue alcançar o I. Até que, quando o A tenta correr pra poder se agarrar no I novamente, ele bate em umas das paredes. E se vê batendo nele mesmo. Mas ao invés de se levantar, ele vai embora, pro lado contrário, e abandona o I correndo sozinho.

Será que deu pra me entender? Eu me vi batendo em mim mesma, de novo. Só queria esclarecer que o errado disso tudo não foi você. O errado (se é que realmente existiu algum erro) estava dentro de mim, e ela se chama incapacidade. É aquela coisa da qual eu sempre falei, se lembra? Eu tinha que ter me encontrado antes de ter procurado alguém. Foi tudo muito rápido e novo na minha cabeça.
Ma eu já imaginava que fosse ser assim, eu era a parte otimista do relacionamento, se lembra? Eu sabia que com isso ia vir junto uma porção de textos e talvez até mesmo alguns vícios novos. Não tem problema, não tem. Eu tenho fé, aliás, eu criei fé. Eu continuo acreditando no Destino, e continuo me iludindo por qualquer besteira. Mas, só fiz isso aqui pra que você não achasse que sou igual as outras, talvez eu realmente tenha sido diferente - talvez.
E você, como vai por aí?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


Carrego comigo um desapego incontrolável e um arrependimento batendo 24h na minha cabeça pedindo pra entrar.
Mas eu tranquei as portas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Please, take me away


Talvez você estivesse certo desde o começo (e olha que eu nem sei por onde começar)
O começo do começo, se lembra? Quando eu era uma criança ainda, e você dizia que eu era muito nova pra tudo aquilo. Mal sabia.
Acho que você foi o único certo por aqui. Vivia dizendo as coisas mais ridículas pra mim, mas hoje elas fazem muito sentido.
''Você precisa de um menino que não ligue pras suas roupas, pro seu cabelo, pras suas unhas, um menino não.. um homem!''
É, Carma, é isso que sempre falta por aqui: homens.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

If the world is cold, make it your business to build fires

''I wish I could put all my thoughts in a jar. I think too much. Thinking too much causes me to over think and analyze things I don't want to deal with. It gets too much for me to handle and I panic. I shut myself down and go to war with myself. I'm tired. I'm sick of being tired. I don't like who I am, but I have to live with it. I don't know what I'm doing. I'm sick of feeling sad. Sick of wanting things and people I can't have. I want to be at peace with myself for once. To be happy and think about things that doesn't send me over the edge.''

Fated into pretend.


A verdade é que todos os términos vão ser sempre iguais. Não existe essa de virar amigo, não existe. Existe o suportar-a-pessoa-ao-seu-lado - ou nem isso as vezes. Mas amigos? Igual antes? Acho difícil.
E o pior, cara, você tenta explicar, tenta fazer com que todas as palavras que você tá cuspindo na cara do outro sejam entendidas direito, sejam absorvidas por completo, mas não.. não, ele nunca vai entender. Ele sempre vai fazer uma auto-julgação e achar que o que ele entendeu é o certo. Mas não é. Não é.
Eu nunca prometi nada, nunca. Quer dizer, prometi sim, assim como você prometeu também. Se lembra? ''Continuar igual mesmo se não der certo''. E cadê? Se tem alguém que 'quebrou promessas' por aqui, não fui eu. Talvez não tenha sido você também, sei lá. Deve ter sido esse amor de merda, que pede cada vez mais nicotina pra acabar. Cada vez mais fumaça. Cada vez mais o tal do 'não-pensar' e se desapaixonar.
O erro não tava no medo de se entregar, não, não tava. O erro foi ter começado.
Não existe nenhuma fé aqui, nenhum corrimão pra eu me apoiar. Uma mão pra eu me segurar, quer dizer, não precisava nem ser uma mão inteira, bastava um dedo. Mas não tem, cara.
Agora, me diz, como eu posso saber se você vai voltar? Como vou saber se vai voltar se, quando viu que eu estava partindo, não moveu um músculo pra me fazer ficar?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Hipócrita, eu?


Há uma semanas eu tinha feito um texto que ficou inacabado. Ele falava justamente do fato de eu sempre querer ganhar do destino. Ir lá, acabar com tudo, e sair andando sem olhar pra trás pra ver os estragos que eu deixei.

''Se eu pensei? Pensei. Uma vez... talvez duas, três. Três e meia, aquela vez conta? Ok, quatro e meia.
Pensei quatro-e-meia vezes em desistir de tudo. Abandonar seu coração em pedaços e sair de nariz empinado.
Mas por alguma razão eu não consegui. A gravidade me levou de volta pra você, pro teu lado, pros teus braços. Sim, gravidade. Quando eu quebrei o coração de todos os outros eu me sentia como andando contra o vento, sabe? Vencendo uma batalha entre eu, eu mesma e o destino. E acabei por vencer em todas elas. Só que dessa vez não é assim, eu vou deixar o Destino ganhar.''

Só que, instável como eu sou, acabei por - mais uma vez - ganhar dele.
Mas, de que adianta ganhar essa batalha se o meu prêmio é te perder?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

nvmm


Vai.
Vai, só mais um pouco.
Já tá quase.
Respira fundo, fecha os olhos, e só sente.
Tá crescendo aí dentro do teu peito.
Consegue sentir elas correndo pela sua glândula?
E a sua boca, já está trêmula?
Vai.
Tá ofegante, não tá?
É assim mesmo.
Agora é só se soltar.
Deixa ela rolar, deixa.
Conseguiu? Não? E como não?
Está ouvindo esses passos?
Dizem que é a Mulher de Lata que está de volta na cidade...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vaihe


Ela suga, ela faz drama. Ela mata, ela come, ela beija, ela cheira, ela aninha, ela pisa.
Ela te fode, ela te faz de vítima, te faz de depressivo, sem amor próprio.
Ela te consome até só restar o deserto dentro de ti.
Ela fecha teus olhos, grita nos teus ouvidos, tampa a tua boca.
E quando isso acaba?
Quando você para de acreditar nela.

Seu efeito.

desestimular (des+estimular) vtd 1 Fazer perder o estímulo. 2 Perder o estímulo.

People in planes


Com o tempo você vai aprendendo a separar as pessoas. Você começa a enxergar a alma delas, e saber de onde elas pertencem.
Existe o 'eu e você', os cegos, os felizes demais, os tristes demais, os loucos, os inesquecíveis, os futuros poetas, os instáveis, os vagabundos, AS vagabundas, maconheiro, bêbado, puta, ladrão, assassino, nerd, futuro caminhoneiro, futuro qualquer coisa, sem futuro.
Mas sabe qual o pior de tudo isso? Você acaba por separá-los tanto, que no final, você acaba esquecendo quem você realmente é.

Além do que eu tenho que andar.


Eu abri a janela e olhei, do alto do meu décimo terceiro andar, todas as coisas ao meu redor.
Vi as nuvens que estacionaram na minha janela, e por alguma razão, parecem não querer sair tão cedo.
Cortei mais um pedaço desse bife à parmegiana mal passado, acendi um cigarro, liguei o rádio e fechei os olhos.
''Stop and stare, I think I'm moving, but I go nowhere''
O destino é bem irônico. Como, Vida? Como uma frase consegue descrever completamente o meu estado espiritual do momento. E o problema não está no 'descrever' e sim no 'espiritual'. Cara! Nada me descreve, entendeu? Nada toca no meu espírito, na minha alma, no meu deserto particular.
Mas é, Vida. Eu tava assim. Eu tava parada e olhando, achando que eu estava me movendo, achando que eu estava avançando, mas na verdade, Vida, eu tava indo pra lugar nenhum. E isso me desestimula, sabe? Eu pensei que tivesse acertado pela primeira vez em muito tempo, quem sabe, pela primeira vez na vida, Vida.
O destino é bem irônico, já disse isso? Acho que já. Tanto faz agora, foda-se. Já tá tudo perdido.
Como vou poder ter o meu 'stop and stare' se a única coisa que eu tenho pra olhar, é essa nuvem que cobre minha janela? Fodeu, apagou.
I (definetely) think I'm moving, but I go nowhere.

Nada vai mudar meu mundo?



E quando eu menos pensei em precisar de você, foi quando eu mais precisei.
Eu jamais pensei em mudar pra você ou por você, iria contra a minha ideologia egocêntrica e orgulhosa.. mas eu vou. Eu vou parar de falar alto, parar de contar piadas bobas, parar de fumar, parar de beber. Vou tentar me tornar mais bonita pra você a cada dia. Mais legal. Mais interessante, quem sabe.
E quando eu estiver demais, quando você se cansar da minha cara fatigada de tanto ócio, eu só te peço uma coisa: um brinde. Sim.
Um brinde, aos dois falsos poetas que se ensinaram a amar.