sexta-feira, 28 de outubro de 2011

T.1

Olha aqui, olha.
Nos meus olhos, tá vendo? Essa maquiagem borrada, o lápis de olho dissolvido nos meus poros, viu?
Olha pra mim, olha.
Olha pra minha boca. Ela não te pertence mais, entendeu? É com essa boca que eu vou me tornar mais forte que ti e vou dizer na sua cara que ''Não nos pertencemos mais''.

Olha só, olha o meu nariz. Ele não vai mais inspirar o seu cheiro, não vai.
Minhas mãos então? Nunca mais encostará em uma parte se quer do teu corpo. Juro de pé junto.

E meu pescoço então? Não é mais estadia para sua boca agitada, não é. Pescoço é meu pescoço, entendeu? Não é seu, eu não sou mais sua.

Meu coração então? Vazio, puro, limpo. Não tem mais você. Se tiver, é só uma migalhinha tão miserável que já nem se manifesta mais. Uma migalhinha que vou deixar aí. Afinal, apesar de não restar mais nada seu em mim, tu ainda ocupa um espaço gigante no meu cérebro, e de lá eu jamais vou deixar você sair.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

É teu

E de mim não restaria mais nada além da incerteza de poder continuar. A dúvida que afogou sua mente em tantas promessas que talvez não cheguem perto de serem cumpridas. Aquilo que emana da alma, fervilha o sangue, desperta os neurônios.

Meu corpo já não é mais meu. Está cheio de mentes vazias que tentam me guiar usando a desculpa de que vou ser feliz, mas eles não sabem de nada. E que diferença faria? Eu também não sei.

Das risadas nós construímos os choros.
Das soluções os problemas.
Da convivência a despedida.
Do amor a desilusão.

Deixei aqui meu coração junto à essa alma que agora se esvazia aos poucos, tentando procurar alguma coisa que ainda dê pra salvar.
Algo que não queimou junto com minhas memórias.
Algo que me faça bem.
Meu bem.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

.ao fim de tudo.

Não é estranho quando aquela voz que te fazia tão bem, hoje lhe faz tão mal?
Eu me enganei, e tornei a insistir no engano pra ver ele se tornava correto pra alguém. E se tornou para todos, menos pra mim.

Passei muitas horas do meu dia e da minha vida pensando em ti. Só em ti. Pensando em como fazer pra não te machucar, ou pra que tudo se resolvesse da melhor forma possível, sem que você perdesse seus cabelos.
Ao fim que, percebi muito tarde - quem sabe - que eu deixei de viver por mim pra viver por você. Eu deixei de pensar no que me faria melhor, e não que esses meses não tenham me feito bem, mas poderia ter sido melhor, entende?

Não venho até aqui só pra jogar na cara tudo o que eu queria que fôssemos, mas não fomos por escolha sua. Isso aqui é um apelo. Um apelo para que você, por favor, tente entender o meu lado e desista dos seus ''sim'' e ''tá'' sem sentimentos, e parta logo pra tudo o que você quer me falar.

Não era mentira, e não vai ser mentira tão cedo.
Você não foi iludido por mim, porque eu jamais teria capacidade pra isso. Eu posso parecer fria e sem coração, mas uma grande parte de mim ainda quer te abraçar e te proteger das coisas que acontecem no mundo e você não percebe por causa dessa venda que tu usa nos olhos. Aquela venda chamada sentimentalismo que eu tirei faz tempo.

Eu ainda quero te proteger, te abraçar e dizer pra você que vai ficar tudo bem.
O problema é que, agora, quem vive com a incerteza sou eu.

domingo, 9 de outubro de 2011

Não tenho mais te chamado, nem ouvido, nem lido.
Estou fazendo aquilo que mandaram eu não fazer, e tenho me sentido muito bem.

Eu sei que estou errada e que você não merece isso, mas cansei de ser a babaca da história.
É sua vez.

sábado, 1 de outubro de 2011

você finalmente aprendeu
que as coisas perdem o sentido
depois de um tempo.

mas e eu
que ainda tenho sentido
sua falta
depois de (tanto) tempo?