quinta-feira, 28 de abril de 2011

Let it out.


Não desperdiça teu melhor sorriso, não veste tua melhor roupa, não finge que está bem. Tu sabes, eu sei. Tá tudo uma merda, e nada vai mudar isso.
O céu tá horrível, as flores tão sujas, o seu chão já tá cedendo, tu tá quebrada.
Não precisa mais fingir pra si mesma que isso vai passar, não vai. Tu não é boba, isso vai só te consumir.

Entrega logo essa sua cara cansada pras lágrimas, tira logo esse sorriso da cara e arranca ele do teu peito. Não espere que o destino vá fazer isso por ti.

Future freaks me out.


Talvez naquele dia o café fosse estar mais amargo, o sapato mais apertado, o trem fosse demorar para chegar. Eu poderia acordar atrasado, com a cara amassada, os olhos bêbados de insônia.

Eu bem que te imaginei cuspindo aquelas verdades na minha cara enquanto eu me envolvia pelo teu cheiro. Talvez me dissesse que o amor acabou, que não teria porquê continuar insistindo em algo que nunca vai pra frente. Que haja força onde um dia houve amor.

Talvez naquele dia tu estivesse mais seca do que o natural, diria que nunca me amou e que me usava para disfarçar essa tua solidão. Diria que meu cheiro pra ti já era enjoativo, que eu já não te dava mais prazer.

Eu poderia morrer.
Câncer.
Aids.
Falência múltipla dos orgãos.
Overdose.
Coração partido.

Seu café poderia ter estado amargo também, seus saltos poderiam estar tortos, seu dia poderia estar tão ruim quanto o meu. Tu realmente devia ser mais feliz sozinha, tu realmente não me merecia.

Imaginei que fosse meu aquele último olhar que deu antes de virar as costas e partir, pisando calorosamente sobre aquele paralelepípedo que te fazia olhar para o chão enquanto andava, preocupada, bitolada, satisfeita.

Desejei que tu caísse e sentisse minha dor, mas dor igual a que eu senti ninguém nunca vai saber como é. Desejei mais um pouco e voltei pro meu recanto de encanto, esperando que algum dia você viesse bater na minha porta, ajoelhasse e pedisse perdão pelo que fez.

Nada.
Tu não bateu, eu não entrei.
E quando voltou, eu já tinha me mudado.

sábado, 23 de abril de 2011

-


Foda-se se você não cumpriu suas promessas, eu só quero você aqui.
(pra sempre, se possível)

Pra não dizer que eu não tentei


Toda noite eu vou para o mesmo lugar, carregando a minha garrafa na mão e algumas lembranças na cabeça. Uma dose de insegurança, outra de medo, e acabo por ficar louca após a terceira taça.
Todo dia eu chego no mesmo ponto, como milhares de agulhas que me furam só para que eu saiba o que é o alívio depois de retiradas, que é você, não é novidade.
Venho carregando um museu nas minhas costas, e não olho pra trás, juro. Eu pensava que o passado era meu único problema, mas agora peguei um medo imenso do futuro. Não estou me referindo só a você - embora você tenha uma parte bastante significativa nisso tudo - me refiro a mim mesma. Eu não sei o que eu vou ser, eu não sei o que eu vou estar fazendo semana que vem, não sei qual vai ser a cor do meu cabelo ano que vem, não sei se ainda vou ter seu cheiro grudado em mim. Ah, olha lá, cheguei no mesmo ponto, de novo. Parece até que eu gosto. Tô exausta.
Me dá outra dose de alívio, vai.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Did you hear the news?


Ah, vai. Cansei de me contradizer.
Acredita que eu ia soltar um ''tente me entender''? Mas que diferença faria, não é mesmo? É sempre a mesma merda no final. Ninguém entende, e se tentam, eu afasto. Sem querer mesmo, já tá automático, eu já tô no automático faz tempo.
Mas é que eu me pego nessa rotina de te querer, e de te ver onde você não está. Existe loucura maior que essa? Existe desejo maior que o meu?
No final é sempre você. Sempre. No final do dia quando eu vou me deitar, no final das minhas risadas, até mesmo das minhas lágrimas, tudo tem um pouco de ti.
Mas até esse meu ''no final'' tem um final, por mais que eu queira que não acabe. Vai acabar. Mas já não é mais novidade. Cansei de falar sobre partidas, sobre o 'adeus'. É que a armadilha virou contra mim agora, olha só, não sou eu que vou ''partir pra nunca mais voltar''. Tá vendo que loucura, cara? É você agora. Por que termina em você. Sempre, você.

terça-feira, 19 de abril de 2011

There is no trouble


Vocês que se sentiam frios ou sem coração somente pelo fato de nunca terem chorado pelo seu amado no momento mais propício, aprendam: o problema não é a falta de coração, e sim a falta de amor.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Outside


Eu já nem sei mais o que pensar. De que adianta assistir um filme se tu já sabe o final dele?
É como se não fosse mais eu, como se eu tivesse me despido de mim só pra deixar você entrar, e tem uma parte tão grande de ti aqui dentro que eu tô sufocada num canto. 'Para com isso' vão me dizer. Parar com o que? Eu já tenho feito pouca coisa demais, até menos do que eu deveria ter tentado.
Só não me leve de volta para o sem volta de mim.

quarta-feira, 6 de abril de 2011


Eu sinto como se tivesse um nó na minha garganta e que a cada dia ele vai se desfazendo. Como se depois que ele parasse de existir, eu fosse vomitar todas as verdades e todas as coisas que eu quero te falar mas não tenho coragem. Eu só não quero te preocupar, não quero fazer com que sua dor seja maior.
Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem. Quem sabe se eu repetir isso para mim várias vezes eu acabo me convencendo.
Tá difícil, meu amor. Vai parecer drama, e talvez possa até ser, mas eu preciso dizer que eu me sinto caminhando pra um penhasco, sabe? Só que eu não sei a altura desse penhasco, eu não sei qual vai ser o impacto quando eu chegar no chão, eu não sei se eu vou conseguir voltar, eu não sei o quanto vai doer. Me entende?
Mas vai ficar tudo bem, ainda restam algumas gotas de fé dentro de mim, vai ficar tudo bem.

P.T.P.D.J


Pedi uma vez para o Destino que ele me ajudasse a esquecer quem já havia me esquecido, e ele me ouviu - com um pouco de atraso - mas ouviu.
Depois pedi para Ele mais amor, e ele novamente me atendeu.
Mas, depois de um tempo sem pedir nada, fui fazer pra ele um único pedido: não te perder. Mas o Destino tampou os ouvidos e foi embora (e te levou junto com ele).

terça-feira, 5 de abril de 2011

Always


Eu costumava dizer que via um pouco de mim em ti, que te entendia. Mas hoje vejo que não é bem assim. Você é (mais) horrível. Consegue ganhar quando o assunto é ''destruição de corações'', quando é pra fazer chorar, quando é pra abandonar.
É algum tipo de vício? Talvez seja alguma fobia que ainda não tem nome. Por que se for, alivia um pouco pro teu lado. Quero dizer, isso te faz bem? Infla teu peito, te enche de orgulho?
Deixa, deixa pra lá, é tudo retórico.
Você sobe até as alturas mas se esquece que o impacto vai ser maior quando chegar no chão. Você vai cair, meu bem. Vai, vai cair e vai doer. E eu espero, sinceramente, que essa queda te faça abrir os olhos, te faça mais alma e menos carne. Mais coração, menos osso.
Quem sabe?
Quem sabe.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

É, pois é


Eu tentei inúmeras vezes - em vão - achar motivos para não te guardar aqui dentro. Me enganei, e foi feio dessa vez. Olha só, te igualei aos outros, acredita? Pensei que fosse igual, mero menino que entrou na minha vida e ia sair fácil. Como o MVVLWFP. Entrou fácil, saiu fácil. Foi nisso que eu nunca pensei e parei pra refletir: tu não chegou fácil aqui. E quando eu ''fui viajar'', uma parte sua continuou presa, e não foi perto do coração, foi bem ali em cima, perto dos neurônios. Um a mais, um a menos, acabou por me deixar louca. Não sei se é o tipo de loucura que você entenderia, você não vai entender.
Olha só o que eu tô balbuciando aqui, isso faz algum sentido? Não precisa mais. Te ganhei, te joguei, te ganhei, vou perder.
Devo estar ficando louca. Me perdoe se além de te perder, eu perdi minha cabeça.

(Bom dia)


É como se a faca mais amolada do universo inteiro estivesse apontada para mim, mas ela ainda não me corta. Como se segurassem ela bem perto do meu pescoço, com mãos trêmulas de uma criança, mas sem coragem de encostá-la em mim. Por que vai doer, você sabe, eu sei. Vai doer.
Eu não tento desviar, eu não tento fugir, eu continuo parada. Eu imagino que a faca vai trazer alívio, vai trazer paz.
Se fui egoísta antes, pode escrever aí no seu caderninho que agora não sou mais. Agora tudo que é meu está em suas mãos (até mesmo aquilo que eu jurava não ter). E você me aperta, como se não fosse me soltar nunca mais, como se...
Já não importa mais, podem me chamar de masoquista, eu não me importo. Eu te tenho agora, e isso supera qualquer tipo de masoquismo ou sofrimento futuro pelo qual eu vou passar.
Fica tranquilo, meu amor, quando minhas lágrimas rolarem, eu prometo que não vou deixar você vê-las. Vai dar tudo certo. Confia.

Estamos todos por um triz


''Você voltou, e agora vai ser impossível fazer sumir e reverter o irreversível. As vezes some, mas é apenas ilusão. Meus sentimentos são como chuvas de verão, mas preciso ir embora e não te dizer que por toda minha vida aprendi a ter você. Tá chovendo no meu quarto, e eu tô tentando refletir se depois que a chuva passar, vou saber pra onde ir. Agora eu sei dos seus segredos mais discretos. E não mudei, apenas fiquei mais completo. É bom saber que você pode contar comigo. Fazer sorrir, num triste dia de domingo.''

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Já não importa mais.


Talvez você tenha bebido tudo e não tenha deixado nada para mim. E num ato muito frio calculado, foi embora. E enquanto eu pensava estar sozinha, me encontrei. Me encontrei perdida e imunda por essas ruas. Vaguei por alguns corações, e desperdicei todas as oportunidades de te esquecer. Meu orgulho escorreu para ti, e me deixou assim. Sozinha. Vazia.