
Eu não sei quanto tempo se passou. Eu não sei quanto tempo vai passar até que tu se torne meu outra vez. Eu sei que faz mais de um ano, já que aquelas folhas que caíram quando nos despedimos voltaram a cair ontem.
Engraçado como nós perdemos a noção do tempo depois que ele arranca aquilo que é nosso.
Eu não sei quantos anos tu tinhas. Eu não sei quantos anos tu tens agora. Não sei se já está casado, se já tem um outro alguém para segurar a mão que um dia foi minha.
Pensei em te ligar outro dia só para saber como anda a tua voz. Ela ainda é rouca igual aos velhos tempos? Espero que o tempo não tenha mudado o teu tom.
Olha só, tenho escrito bastante para ti. Não sei porquê, mas eu sinto que assim eu me comunico contigo. Tu ainda pensas em mim? Ainda pensa em escrever para mim? Nunca entendi porque tinhas desistido de segurar aquele papel e caneta.
Algum dia, meu bem, algum dia eu irei vestir os meus melhores sapatos e irei andar até tua casa só para ver se ainda moras no mesmo lugar. Eu vou ficar parado na frente da tua porta e irei ameaçar de tocar a tua campainha, só para ver se ela ainda faz o mesmo som. E as tuas cortinas? Elas continuam da mesma cor?
Vem, que a tua solidão me dói. Essa ainda é a tua música preferida?
E eu, ainda sou a tua preferida?











