sábado, 29 de janeiro de 2011

Sempre avante no nada infinito


Se há muito tempo eu já não sentia, como vou saber se estou sentindo certo?
Vivo dizendo 'não me leve a mal' e 'veja bem' mas a verdade é que você não tem que entender porra nenhuma, você não tem que 'ver' nada.
Eu vivo por aí cuspindo as palavras na cara de quem quiser enxergar, falando pra ninguém, ouvindo as músicas mais ridículas do mundo aos ouvidos dos outros, e o que eu ganho? Eu não ganho nada, cara. Eu ganho essa faísca aqui dentro de mim.
E que merda eu faço com ela? Me diz. Me mostra. Me consome. Me beija. Me sente.
Me diz que não vai passar, me diz que não vai sair do meu lado, me diz que a minha necessidade de te ter é muito pequena comparada ao nosso amor.
Vai, infla meu ego e me faz a pessoa mais feliz do mundo.

Merry happy


Bem, prometer nunca foi a área em que sou mais atuante. Nada pessoal, mas eu realmente acho que promessas foram feitas para serem quebradas, coisa e tal.
Não posso te prometer um 'pra sempre', não posso prometer que não vou mudar. Mas eu vou prometer aquela coisinha bem cliché de que 'seja eterno enquanto dure' sabe?
Pois é, meu coração é seu pelo tempo que o destino quiser, e pra onde ele nos levar (juntos ou separados) eu vou estar sempre contigo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

The world is a vampire


Tenho novidades para os novos amantes, os bobos apaixonados e os eternos adoradores de uma boa dose de depressão pós amor-perdido: o mundo não gira em torno de vocês.

O mundo não gira em torno de quem tu ama, não gira em torno das tuas desilusões amorosas, do seus papos meia-boca, da sua risada fatigada de sofrer. O mundo não para toda vez que você chora, o mundo não gira mais rápido quando você perde alguém, o mundo não vai te ajudar quando você precisar.

O mundo só faz uma coisa: te fode. Por que ele, enventualmente, num final de tarde qualquer ou no começo de um dia que parecia ser o melhor da sua vida, vai te foder. E você cai de cara na realidade, assim, preto no branco mesmo. E sabe aquele amor que parecia ser pra vida toda? Acabou. E o que restou? Você, seus cigarros e anos de palavras perdidas.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Under water


E foi bem ali, no final da tarde, dentro de um ônibus com os rostos mais estranhos do mundo, debaixo da chuva mais ridicula da história de São Paulo, que eu não pensei - pela primeira vez, talvez - no meu próprio bem, e sim no faria bem pra ti.

Meu orgulho escorreu pela janela junto com as gotas da chuva e se perdeu no meio do pixe do asfalto.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Call me Effy


E ele, ingênuo, ainda veio me perguntar ''E como está vivendo?''
Eu ri.
Ah, meu querido, quem foi que te disse que estou vivendo?

Slowly


Eu quero falar pra você entender. Gritar pra você me acalmar. Correr pra você me encontrar.
Quero sussurrar pra você me ouvir. Contar as piadas mais bobas e você rir.
Quero pensar pra você decifrar. Choras pra você vir secar.
Te abraçar pra você me sentir. Te beijar pra não me esquecer.
Eu só queria fugir (e fingir).

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

I try to laugh but cry instead


I'm lifting you up. I'm letting you down. I'm dancing 'til dawn. I'm fooling around. I'm not giving up, I'm making your love.

This city's made us crazy and we must get out.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Love is noise

Não me leve a mal, mas eu cansei. Cansei de mim, cansei do que eu fui, cansei do que eu sou.
Cansei de quem está ao me redor, cansei até de quem nunca esteve aqui.
Acho que antes de encontrar alguém, eu precisava ter encontrado a mim mesma. E adivinha? Eu não me acho.
Eu vivo nessa busca incessante, procurando por algo que talvez nunca esteve aqui, ou que esteve e foi roubado, foda-se. Só sei que é desanimador vasculhar os quatro cantos da cidade e não achar nada. Nada. Nem uma fé boba eu acho. Nem algo pra me apoiar, algo pra me deixar de pé.
Eu encontrei você, eu sei, eu sei. Mas e se não for o bastante? E se o 'amor' que eu digo ter não for o bastante, e se você não for o bastante?
Eu só queria que me entendesse, eu só queria poder te abraçar e saber que o meu mundo está ali, mas não está.
Mas olha só onde eu cheguei, você forte e eu fraca. Você que (segundo você) se desprendeu do passado, que abandonou tudo, jogou fora. E eu, aqui, cada vez mais nele. O caso é: eu não abandonei tudo. E não estou me referindo a ele não, eu estou me referindo a mim, ao que eu era. Ou o que eu continuo sendo.
E se eu não mudar, me diz. E se eu te ferir, te magoar, quebrar seu coração, involuntariamente? Você não sabia o quanto de drama tinha dentro de mim quando me escolheu, você não fazia idéia.
Talvez seja só o cansaço e a insatisfação falando mais alto, não sei.
Eu só quero que me leve embora daqui, por favor.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dumn

A boba da história fui eu, achando que as pessoas podiam mudar. O meu maior erro é ter fé nas pessoas, acreditar com uma força brutal na capacidade delas de se arrependerem. Oh meu Deus, eu me sinto tão idiota.
Será que dá pra alguém me levar embora daqui, por favor?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Into my arms



É como fugir de algo que eu não conheço. Por que, na verdade, eu não faço ideia do que é. Eu fico fugindo, me escondendo e correndo desse medo bobo que eu não sei nem classificar.
Mas aí eu paro, e me vejo coberta de você. Vejo seu semblante no rosto de cada uma dessas pessoas - por mais que elas não se pareçam em nada com você. E eu penso ''vai ficar tudo bem'' até criar uma fé forjada, até alguma coisa me puxar de volta e me falar que enquanto você estiver aqui, todos esses medos bobos e fugas incansáveis vão acabar.

É, enquanto você estiver aqui, tudo realmente vai ficar bem.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ah,Tati.

''Eu olho pra sua tatuagem e pro tamanho do seu braço e pros calos da sua mão e acho que vai dar tudo certo. Me encho de esperança e nada. Vem você e me trata tão bem. Estraga tudo.Mania de ser bom moço, coisa chata.
Eu nunca mais quero ouvir que você só tem olhos pra mim, ok? E nem o quanto você é bom filho. Muito menos o quanto você ama crianças. E trate de parar com essa mania horrível de largar seus amigos quando eu ligo. Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar, basta fazer tudo pra me perder.
E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca.
Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode.
Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. Anos nos servindo de capacho, feliz da vida, e aí chega um desavisado com a coxa mais incrível do país e muda tudo. Até assoviando eu tô agora. Que desgraça.
Ontem quase, quase, quase ele me tratou mal. Foi por muito pouco. Eu senti que a coisa tava vindo. Cruzei os dedos. Cheguei a implorar ao acaso. Vai, meu filho. Só um pouquinho. Me xinga, vai. Me dá uma apertada mais forte no braço. Fala de outra mulher. Atende algum amigo retardado bem na hora que eu tava falando dos meus medos. Manda eu calar a boca. Sei lá. Faz alguma coisa homem!
E era piada. Era piadinha. Ele fez que tava bravo. E acabou. Já veio com o papo chato de que me ama e começou a melação de novo. Eita homem pra me beijar. Coisa chata.
Minha mãe deveria me prender em casa, me proteger, sei lá. Onde já se viu andar com um homem desses. O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de trinta anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz?
Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar beijinho.''

domingo, 9 de janeiro de 2011

Acontece, meu bem, que eu sou a pessoa mais inconstante do mundo.
Get used.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O pior cego é aquele que não quer ver

Existem os cegos de amor. Os cegos de orgulho, os cegos de ego. Os cegos de vingança, os cegos de fé. Existem os cegos literais, e os cegos banais. Os que vêem sem enxergar, e os que dariam tudo só para poder abrir os olhos. Existe a cegueira eterna e a temporária. Tem também os que se fazem de cegos.
Mas existe outra categoria de cegos que nunca vou saber explicar.
Se chama 'Eu e Você'.

O posto

Ele era escorpião. Ela era caranguejo.
Ele tinha os olhos claros. Ela tinha um olho claro.
Ele gostava de espanhol. Ela de inglês.
Ele gostava de Fito. Ela de Oasis.
Ele falava sobre o amor. Ela sobre a dor.
Ele parecia sempre tê-la nas mãos. Ela sempre deixava escapar.
Ele gostava de dias nublados. Ela gostava do céu limpo.
Ele dizia que amava. Ela já não dizia nada.
Ele queria mais. Pra ela já era o bastante.
Ele não acreditava no destino. Ela sim.
Pra ele era preto no branco. Pra ela era colorido.
Ele já teve o coração quebrado milhares de vezes. Ela brincava de quebrar corações.
Porém concordavam em uma coisa, eram loucos.
um pelo outro.

You'll be sorry

A: Tenho uma notícia boa e uma ruim.
S: Conte a ruim primeiro.
A: Ontem sonhei com você.
S: E qual é a boa?
A: Você não era mais o protagonista.

2 0 1 1

Eu espero que...
Na verdade, não espero nada. Não crio expectativa nenhuma.
Sempre gostei de ser surpreendida, e espero que isso aconteça contigo. E mesmo que todas elas não sejam só boas, por favor, faça com que as surpresas ruins tenham remédio.

A maior falta do mundo

É possível sentir falta daquilo que você nunca teve?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inseparable

Já venho lhe dizendo que queria ter escrito tudo isso aqui muito antes. Muito antes do dia 28. Só que eu não tive tempo, sabe como tava tudo enrolado aqui em casa.
Pois bem, ''antes tarde do que nunca'' ou qualquer coisa desse tipo.
Eu não sei escrever esse tipo de coisa sem ser cliché e brega. But its ok.

Fazem 8 anos que eu te conheço, mas fazem 4 que nos conhecemos de verdade. Começou de um jeitinho tão ingênuo (pra não dizer ridículo). Acho que eu só queria puxar papo com alguém, eu era aluna nova, não conhecia ninguém.. E devo dizer, que naqueles tempos eram muito mais fáceis de conseguir uma amizade. O tempo passou, passou, passou. E do nada, não me lembro bem como foi, você se tornou minha amiga. Vivia me convidando pra ir na sua casa, mas eu nunca podia, lembra? Haha. Até que um dia eu finalmente fui, lembro até hoje. Levei milhaaaaares de esmaltes, e ficamos pintando as unhas e falando sobre Harry Potter. Invadíamos o computador do seu irmão só pra entrar naqueles sites da MyScene. Lembra do talles_supernadegas?
E assim a gente foi se conhecendo, e cada vez mais se encontrando uma na outra. Você dormia aqui, eu dormia aí. Aliás, seria hipocrisia dizer que nós 'dormiamos' porque ficávamos acordadas até as 6 da manhã. Assistindo SexyTime, e rindo.
Começaram nossas idas ao cinema. Nossos esquemas de comprar milhares de bombons na Cacau Show e entrar com eles escondidos no cinema. Naquela época a única coisa que importava era descobrir o sabor do mentos no escuro, e tirar sarro dos casais que sentavam do nosso lado.
Não existiam problemas. Não existiam meninos, não existia a insegurança. A gente era feliz, e não sabia.

A nossa amizade sobreviveu a tanta coisa. Tinha tanta gente falando mal da gente. As cobras, as 'espaguetes'. E sempre nos mostramos melhores do que todas elas. Éramos só em 2 e elas em umas 5 ou 6.
O que deixou a chama da nossa amizade acesa foi que nós sempre fazíamos tudo rindo. Mesmo nas nossas brigas. Quer dizer, brigas? A gente discutia, e 5 minutos depois já voltávamos a nos falar. 5 minutos mesmo, contados.

E sabe, eu só queria que você soubesse que, não importa se eu mudei de colégio, não importa se eu mudei, se eu estou longe a maior parte do tempo, e se não posso estar aí do seu lado pra te dar um abraço na hora em que você mais precisa ou te fazer rir nos momentos em que devíamos chorar.
As coisas mudaram um pouco, ou muito, sei lá. Mas eu continuo te amando do mesmo modo que eu te amava toda vez que eu te via as 7:40 da manhã, com aquelas nossas caras cansadas. Não quero jamais que pense que eu não me importo contigo, você é muito especial pra mim. Foi com você que eu fui no meu primeiro show, foi você que me deu o meu primeiro sutiã (haha) e você foi a minha primeira e única melhor amiga.

A gente conseguia se divertir nos momentos mais bizarros. ''Esse é meu amigo Texêra!''. Nossos photoshoots noturnos, o chocolate chocotudo, enfiar a cara no prato de espaguete no último dia de aula, enxer o saco da Professora de Artes, morrer de rir nas aulas de Informática, a sovaquinho, o Carma, os Halloweens, nossa busca pelos wayfarers, falar mal da Camilla, a Suína, os fakes, a Savannah, os amores platônicos, ''Dear God'', El Bolinga, mel_gatinhasex, humortadela, as risadas nas horas mais indevidas, e as lágrimas.

E eu sei que vocês está com novas amigas, e que elas podem preencher esse espaço que eu não sei se ainda posso ocupar. Sei que suas prioridades hoje em dia são outras, e que tá tudo muito diferente.
Mas eu continuo te desejando tudo de melhor, e não é da boca pra fora, não é aquele tipo de coisa que as pessoas te falam no aniversário só pra te fazerem se sentir bem. Eu desejo, sendo seu aniversário ou não. Eu vou estar sempre desejando que você supere tudo isso pelo qual você vem passando, e eu sei que você vai. Eu te conheço a bastante tempo, eu sei da força que reina aí dentro de você, por mais que as vezes não demonstre isso.
Então, só pra finalizar esse textinho nostálgico e cliché, não me esquece nunca. Nossos planos de morarmos juntas em Miami Beach ainda estão de pé, né? Porque quando eu choro, é pra você que eu penso em ligar. E desde que eu mudei de colégio, eu nunca mais consegui ter um ataque de riso igual aos que eu tinha contigo. Você faz falta, muita.
E você vai ser a minha melhor amiga (mesmo que talvez eu não seja mais a sua) durante todos esses 10, 20, 30 anos. Tudo isso foi e vai ser pra sempre.
E eu realmente te amo muito. Por mais que as vezes você duvidasse disso, era só meu jeito.
Você vai ser pra sempre a minha July, minha Push safada, July Cigarrete, Sexy,
Juju, Jollie, e única.


P.S.: O cafofo do Judas sente sua falta.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Past



Talvez esse tenha sido o meu erro desde o princípio. Eu troquei todos os reais por um que não era. E eu vivi substituindo todos por ele. E eu ficava os comparando.
Eu costumava gostar das suas palavras, mas agora eu prezo o toque, aliás, eu prezo muito mais um abraço do que um 'eu te amo'. O 'eu te amo' já foi banalizado, e a gente nunca consegue saber se real. Mas um abraço, um beijo, um toque. Tem intensidade, tem paixão.
E disso você nunca foi capaz. E se continuar assim, nunca será.
Não pelo acaso, mas pelas nossas escolhas, meu bem.

O que fazer quando uma pessoa se abre mais para um caderno do que pra você?
É estranho, é diferente.
É porque é real, é porque eu consigo te tocar.
E só de pensar em te perder, o meu coração para.

O medo escorre por entre os meus dedos. Mas eu sei que tenho você aqui pra me segurar quando eu cair.


All I have.


E se toda essa saudade fosse convertida em química.. ah, meu amor, eu já teria tido uma overdose.