terça-feira, 30 de março de 2010

Percebi que já não aguento mais


Eu estou olhando pro rosto deles, mas só vejo borrões. Eu tento ver através deles, mas estão me consumindo. Será que poderia me tirar daqui?

Nem tão real assim..

C: Puxe algum assunto!
A: Diga algo.
C: Diga você.
A: Arroz.
C: Você é tão boba.
A: Pelo menos eu tentei...

Vazio.

Tentei, tentei e tentei por muito tempo ser algo que não sou e nunca fui. Tirei todo mundo da minha vida só para me sentir vazia. Vacilei e errei muitas e muitas vezes, criei mundos na minha mente e realmente um dia cheguei a acreditar que poderia viver lá. Sonhei com tudo, sonhei com os amigos, amantes e maridos. Eu voei e aterrisei em vários lugares da minha alma, e consegui viver um dia de cada vez e amei. Amei um a cada dia. Odiei um a cada dia.
Eu briguei amando, e amei odiando. Isso é possível? Haha, lá era. E tudo era mágico sabe.. não mágico de ter a magia puramente dita.. mas era do meu jeito, e nunca ia chegar ninguém pra mudar isso. Era dentro de mim, era eu.

sábado, 27 de março de 2010

II

Cigarros espalhados pela cama. Uísque barato na mesa. Um gole, talvez dois ou três. Um trago. Frases de poeta. Standing in the light field, waiting for some action. Caio Fernando, Oscar Wilde, ele. 'Eu acredito no amor que você nunca me deu'. Celular tocando, rock progressivo. É ele. Tampa os ouvidos, começa a dançar. Será? Não.
Um toque..dois toques..três toques, talvez quatro. Pronto, cansou...
Pelo caminho garrafas e cigarros. O sol vai embora. Tá tudo cinza, se esconde. As plantas não tão mais verdes, tão mais escuras, ah não.. é a fumaça. Apaga o cigarro. Pensa. Acende outro. Corre pro banheiro. Se olha no espelho como se ele fosse dar a ela alguma resposta.. nada. Fica estática. Parada. Seu corpo endurece. Adeus.

sexta-feira, 26 de março de 2010

I

Lábios cor de cereja e perfume de rosas. Conversas jogadas fora. A maquiagem, as flores. O rock alternativo invade o momento, e como em um estalo, eles se juntam. Não é 'eu', 'ele', 'ela'. É 'nós'. Seus sujos imundos que se amam e se drogam com os olhares e sorrisos apaixonados. Suspiros perdidos por aí. Nada mais importa, o que eles queriam já deixou de ser opção e virou verdade. Paixão. Paixão. Amor.
Amantes no escuro, apaixonados ao sol.

quinta-feira, 25 de março de 2010

She's got you high.

Ela te deixa feliz, e você nem sabe disso;
Ela que te faz sorrir, e você nem sabe disso;
É por ela quem você chora, e você nem percebe;
Ela sou eu, mas provavelmente nunca vai saber disso.

Lovers lie, liars love.

Teve um tempo em que achei que tu tinhas roubado meu coração. Não é pra ser bonitinho não, é no sentido literal mesmo. Num ato frio e egoísta roubou meu coração, e foi embora. Meu primeiro post fala exatamente sobre isso, sobre roubá-lo. Pois bem, agora já não acho mais isso. Agora tenho certeza. Certeza mesmo, não, a única certeza sempre irá ser a morte. Mas uma leve ideia do que aconteceu eu tenho. O caso é o seguinte, xuxus: não sinto mais nada. Não sinto amor, não sinto ódio, não sinto raiva. Finjo sentir pra não parecer um múmia, para não parecer só corpo e não alma. Sou incapaz de me apaixonar, sou incapaz de chorar. Você sugou tudo o que havia dentro de mim, e hoje não está nem aí. E eu estou aqui pra você, sem você. O que me faz viver agora? Não sei. Só tenho ar dentro de mim. Ar.

Acho que nem sabia usá-lo direito mesmo, passei minha vida inteira perguntando o que era o tal amor que os adultos falavam. 'Eu te amo'. Frase forte, 3 palavras que valem mais que 300. Aí eu perguntava para as pessoas o que era o amor.. elas nunca souberam me responder. Diziam que um dia eu ia sentí-lo. Cadê? Tô esperando. Me diga, como pretende que eu te ame, se eu mal sei o que é o amor? Me diz como pode estar apaixonado por mim, se mal sabe o que eu sou.
Eu também não sei o que sou, eu sou pele, sou carne, sou osso. Só. E me sinto um monstro. E você, você que és tudo, tudo! E eu não sinto admiração, sinto nojo.. repulsa. Estou ficando cada vez mais heterogênea.
Então, por favor, se algum dia decidir devolver o que é meu, liga no meu celular. Por que já não aguento mais viver nesse deserto.

p.s.: Se a condição de escrever algo bonito e sentimental é ficar mal, triste e chorar pelo nada, então prefiro continuar escrevendo meus míseros textos sem sentimento algum por trás.

domingo, 21 de março de 2010

Cada vez que olho pro céu, vejo mais motivos para querer viver nele. Não iam me perturbar lá, não existem meninos no céu. Existem nuvens, estrelas, contrastes e (se eu der sorte) eu. Não entenda errado, não quero morrer. Quero viver no céu em seu sentido literal. Por cima das nuvens. Por cima de todos. E se eu olhasse pra baixo, só veria as plantas, alguns telhados e borrões cinzas. Não veria as pessoas... percebe o quão insignificante nós somos? E eu iria rir, ri muito. Fazemos de tudo para sermos notados, mas quando chegamos no céu, nem sequer somos vistos! Haha, essa vida é contraditória mesmo. Mais um motivo para viver no céu, sobre as nuvens e abaixo das estrelas. Não ia precisar de ninguém, meu unico contato com a idependência seria o céu. Então foda-se meu medo de altura, o que eu quero tá muito a cima.

Amor SAP.

Estava tentando pensar em algo bonito pra escrever, algo puro. Falhei. Tava lendo meus posts outro dia, além da vergonha que senti, percebi que não passo muito do que sou nos meus textos. É só depressão, depressão, depressão. Amores e perdas. Nunca falei sobre outra coisa. Não sei se pretendo falar ou se vou falar sobre algum assunto alternativo ou dinâmico, mas talvez seja só sobre o amor que eu sei falar.
Aí você pensa que eu sou egocêntrica, que acho que sei o que é o amor. Mas, cara, a verdade é que sei de porra nenhuma! Escrevo porque amo. Mas não amo porque gosto, porque sei que amor talvez não exista. E por mais clichê que vá aparentar, talvez eu só saberei o que é quando eu senti-lo. Mas senti-lo de verdade mesmo. O amor no seu estado inicial. Amor é ação, verbo, sinônimo, adjetivo e antônimo. Amor é tudo. Amor é nada. Eu sou nada.
Como dizia Bukowski: 'o amor é uma forma de preconceito'. E nunca concordei tanto com ele.

domingo, 14 de março de 2010

Ontem eu senti saudades. Começou como uma simples dor. Não era comum. Era vontade. Chorei, uma ou duas lágrimas. O bastante pra eu interpretar como saudade. Então saudade é isso, vontade? Capaz de fazer qualquer coisa para ter a pessoa ao seu lado. Definhei. Deitei e fui morrendo. Senti meu corpo se contraindo, e fui perdendo a rigidez.
Adormeci.

Acordei, não estava lá ainda. Senti a agonia novamente. Acho que dessa vez era solidão. Meu olho ficou vermelho, mas nada saia dele. Eu estava seca. 'Agora meu peito era puro deserto'. Fui me distrair. Falhei. Tomei banho. Queria as nuvens agora, queria estar lá no alto, queria poder tocar-te! Nada. Filosofei e balbuciei. 00:00 tempo passando e eu ali, te esperando. Nada. Levantei. Dormi. E agora estou aqui. Nada.

sábado, 13 de março de 2010

O problema não é pensar em você, e sim teu rosto não sair da minha mente.
E se eu te levar até as nuvens, sua queda será maior quando eu te jogar no chão. ♥

Palavras arremessadas.

Passos. Dor. Pneumonia. Cachos. Suspiros. Escola. Amigos. Amiga. Paixão. Cachorro. Perda. Amor. Suspiros. Pneumonia. Batons. Filmes. Rock. Franja. Tombos. Cortes. Alternativa. Frieza. Coração. Mais suspiros. Vida. Mudanças. Paixão. Rock alternativo. Fotografia. Estilo. Medo. Fake. Amigos. Amor. Lágrimas. Internação. Lágrimas. Biópsia. Fake. Amigos. Rio de Janeiro. Pará. Minas Gerais. São Paulo. Avenida Paulista. MASP. Alegria. Dançar. Amar. Máscaras. Amor. Ficar. Apaixonar. Agora.

segunda-feira, 1 de março de 2010

InsANNA.

Talvez realmente sejamos loucos, insanos e depravados.
Talvez realmente sejamos malucos, e desaforados.
Talvez apenas tenhamos vontade aprender.
Talvez apenas tenhamos sede de viver.

Porque louca, meu bem, não sou eu. Você que é um tanto quanto normal demais pra mim.
Só quero lhe esclarecer uma coisa: Não ligo pra nada do que diz, ou do que fala. Não ligo pros seus costumes, nem para o tipo de musica que ouve. Não ligo se é nerd, gay ou emo. Não me importam as pessoas com quem você anda. Nem mesmo as meninas que te agarram. Só quero lhe dizer que você já não me importa mais. Quero que entenda que tudo isso já virou passado. Isso virou nostalgia. Sabe o que é nostalgia? Nostalgia é quando você não consegue resgatar nada do passado. E não consegue repetir nada daquilo que fez. Nem hoje, nem nunca. Entendeu?
Eu menti, traí, fiz tudo, e se minha consciência está limpa depois de tudo isso, deve estar havendo algo de errado por aqui. E não é comigo. Beijo.

[In]certezas.

Ela foi se apagando de sua mente. O cheiro dela pelo qual ele vivia embebedado começou a se diluir no ar. As juras de amor viraram palavras. E as músicas viraram nada. O que restou foi a covardia, e até mesmo a raiva. Não dela. De si.
E enquanto ela andava, com seus tênis sujos e cachos voando, ele se lembrava de tudo o que passaram. Ele a olhou ir embora por mais algum tempo. Suspirou. E começou a andar enquanto dizia: ''Então tá, também te amo!''