quarta-feira, 25 de maio de 2011

Desmembrando


Talvez eu ainda te ame, vai saber. Não, melhor, talvez eu sempre vá te amar. Não importa quantos corações eu vá desperdiçar por aí, não importa se minha lista está crescendo cada vez mais, eu tenho a sensação de que se tu aparecesse aqui na minha porta e falasse ”Volta?” eu não iria voltar, mas pensaria muito a respeito.

Não vá me levar a mal, eu juro que o esqueci, juro! Mas é como se alguma artéria dele ainda estivesse presa em mim, como se eu não tivesse conseguido retirar tudo. Vai saber. Talvez seja você impondo tua existência da maneira mais ridícula possível, olha só o que tu estás fazendo. Não é legal brincar assim, tu sabes, e ri.

Eu vou esquecer, eu juro. Eu vou tirar cada fio que liga ele á mim, eu juro. Quantas juras, não é? Não gostas de promesas, eu sei, eu sei. Me desculpa? Eu prometo que nunca mais faço isso. Ah, olha só.

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