sexta-feira, 18 de março de 2011

December


E eu fecho os olhos e me lembro daquela época onde os toques dos seus dedos ainda eram quentes sobre a minha pele. Nossas dedos se entrelaçando para achar um modo mais confortável. Os seus olhos, que eram dois poços sem fim, eu - literalmente - me perdia neles.
Quando tentávamos parar o tempo, se lembra?
Nós ficavamos tempos muito longos sem falar nada, e aquilo dizia tudo. Eu te sentia, eu te sentia em mim, era 'nós' e as pessoas ao nosso redor viravam só vozes.
E quando eu fingia não me importar, eu me importava, e muito. E eu fazia o meu charme porque você dizia gostar dele, do meu orgulho. Onde já se viu, uma pessoa pra gostar do meu orgulho? O meu maior defeito. Você não deve ter existido realmente. O 'oi' foi rápido, e o 'adeus' mais ainda.
Você foi efêmero. Eu abri os olhos e você já não estava mais aqui.

Feel


Não é que eu só fale sobre você, não é que eu não saiba falar sobre mim, é só que é muito mais interessante escrever sobre você - que eu não conheço - do que sobre mim. Eu que já me tornei tão cliché pra mim mesma (e se é cliché é porque faz sentido).
É sempre a mesma coisa sobre mim. Não tenho coração, fujo de relacionamentos, piso em corações, me sinto mal, bababá. Isso cansa uma hora. Aliás, cansei já. Meu ego tá murchando e eu to me tornando isso aqui, carcaça, deserto, qualquer coisa. Normal, eu diria.
Me perdoa, vai.

quarta-feira, 2 de março de 2011

TMI


E então eu vi que o problema não era amor de menos e sim amor demais.
Eu te amei tanto que percebi que você precisava de alguém muito melhor do que eu iria ser.

De pé


Eu sinto falta. Só sinto, na forma mais pura que existe de se sentir falta.
Sinto muita falta. Mas o que eu mais sinto é a falta de quando tudo isso era ilusão e a minha dor era forjada.

Tradução


''Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros. Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe.''

Self-destructive


Já não sei mais escrever, já não existe mais nenhum 'você' e já não existe mais nada pra eu me inspirar.
Me tira daqui, vai.

terça-feira, 1 de março de 2011


Eu nunca ousei muito. Acho que eu nem sei o que essa palavra significa.
Ousar. Ousar.
Normalmente o padrão da pessoas ao meu redor me consome, e eu acabo me tornando igual.
E se ousar for conseguir escapar do padrão das pessoas que estão ao meu redor - de qualquer modo - então.. eu nunca ousei muito.
Me desculpa?
Bababá, bababá, foda-se.