
E eu fecho os olhos e me lembro daquela época onde os toques dos seus dedos ainda eram quentes sobre a minha pele. Nossas dedos se entrelaçando para achar um modo mais confortável. Os seus olhos, que eram dois poços sem fim, eu - literalmente - me perdia neles.
Quando tentávamos parar o tempo, se lembra?
Nós ficavamos tempos muito longos sem falar nada, e aquilo dizia tudo. Eu te sentia, eu te sentia em mim, era 'nós' e as pessoas ao nosso redor viravam só vozes.
E quando eu fingia não me importar, eu me importava, e muito. E eu fazia o meu charme porque você dizia gostar dele, do meu orgulho. Onde já se viu, uma pessoa pra gostar do meu orgulho? O meu maior defeito. Você não deve ter existido realmente. O 'oi' foi rápido, e o 'adeus' mais ainda.
Você foi efêmero. Eu abri os olhos e você já não estava mais aqui.
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