quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Erre


O gosto amargo e a garrafa deixada de lado faz tempo. O texto incabado e a caneta que minhas articulações já cansaram de segurar.
De que vale a pena lutar? Me diz.

Andei. Andei. Andei. Cheguei num ponto em que eu já tinha me esquecido o que eu estava procurando. Cansei. Respirei e olhei pra fumaça que tomava conta da cidade. A nossa cidade.
Não valeria mais a pena tentar procurar uma chama de esperança por aí, valeria? E o nosso amor, por onde anda?

Sua conformidade me assustou e deixou um mísero neurônio martelando aqui dentro perguntando se tudo havia sido real. Eu andei delirando, você sabe. O que impediria a nossa conversa de ser só mais um delírio?

Suspiro. O afago que nunca chega. O beijo que nunca marca. A infinidade de cheiros que nunca sai do meu corpo.

O que te impede de sair do meu corpo?
O que te faz ficar?
Ainda tenho muito o que andar, e quem sabe de uma vez por todas, achar meu maldito lugar nessa vida.

Um comentário:

  1. Tu escreve super bem menina, parece muitas vezes a maneira como eu escrevo meus textos. E sobre esse, há momentos sim que nao vale mais a pena continuar, sofrer e lutar por alguma esperança :/

    estou te seguindo e esperando sua visita no http://posdezesseis.blogspot.com/! Ele esta totalmente renovado, e repleto de novidade. Corre lá e participa :D

    ResponderExcluir