
Eu falo engraçado, me visto diferente. Ando sem jeito, a procura de alguém que vai me botar de novo na linha. Meu cérebro já está ocupado com milhares de tópicos diferentes e minha língua já está cansada de tanto questionar.
Eu vivo no passado, fazendo tudo errado. Crio milhões de personagens só para satisfazer o meu desejo pelo dualismo.
Eu canto as letras erradas, eu toco as notas que nem existem. Não penso nem repenso. Fujo dos compromissos importantes, fujo da rotina, fujo das pessoas.
Sociofobia é meu terceiro nome. Independente é o segundo.
Eu choro pelos motivos mais bestas e dou risada dos importantes. Eu começo pelo final e termino pelo começo. Eu reviro as páginas rabiscadas à procura de uma em branco. Eu não sei qual o gosto da verdade. Eu não sei qual o gosto do amor.
Muito prazer, eu sou você amanhã. Me apresentando pra ti agora e sem medo de desmotivar.
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