
Tá aqui, esse vai ser o máximo que você vai ter do que quer. Não venha me perguntar depois, não venha falar nada sobre isso.
Capito? Understood? D'accord?
Ah, é provável que você nem vá ver isso daqui... mas tanto faz. Talvez sirva mais pra mim do que pra você.
Como posso deixar isso daqui mais bonito do que um simples ''eu desisti, joguei tudo pro alto, não mudei, sou ridícula e bababá''? Tá, vamos lá.
Imagina duas pessoas: A e I. Tanto faz quem é quem, tanto faz a espécie, reino, filo, religião ou sexo, só imagina A e I.
Agora imagina A e I num corredor, sem fim (não a vista, pelo menos). Um corredor cheio de espelhos ao invés de paredes. Eles estão correndo, em velocidades diferentes - mas o importante é que estão correndo. Só que o corredor vai ficando cada vez mais estreito. Então o A pára enquanto o I continua correndo. E o A não consegue alcançar o I. Até que, quando o A tenta correr pra poder se agarrar no I novamente, ele bate em umas das paredes. E se vê batendo nele mesmo. Mas ao invés de se levantar, ele vai embora, pro lado contrário, e abandona o I correndo sozinho.
Será que deu pra me entender? Eu me vi batendo em mim mesma, de novo. Só queria esclarecer que o errado disso tudo não foi você. O errado (se é que realmente existiu algum erro) estava dentro de mim, e ela se chama incapacidade. É aquela coisa da qual eu sempre falei, se lembra? Eu tinha que ter me encontrado antes de ter procurado alguém. Foi tudo muito rápido e novo na minha cabeça.
Ma eu já imaginava que fosse ser assim, eu era a parte otimista do relacionamento, se lembra? Eu sabia que com isso ia vir junto uma porção de textos e talvez até mesmo alguns vícios novos. Não tem problema, não tem. Eu tenho fé, aliás, eu criei fé. Eu continuo acreditando no Destino, e continuo me iludindo por qualquer besteira. Mas, só fiz isso aqui pra que você não achasse que sou igual as outras, talvez eu realmente tenha sido diferente - talvez.
E você, como vai por aí?
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