sábado, 29 de maio de 2010

Matheus,

O que eu devo fazer quando percebo que nada vai ser igual ao que eu imaginei?
O que eu faço quando perceber que já estou na beira do penhasco?
Me ajuda.
Me ajuda.
Já se sentiu oco? Vazio? Já sentiu que é corpo e não alma? Matheus, eu tô assim.
Queda nenhuma me abala, e poderiam me furar milhares de vezes que eu não sentiria nada.
Eu só queria uma esperança, só queria uma fé pra desperdiçar por aí. Queria me agarrar em algo, e saber que jamais iria me abandonar. Mas isso não acontece.
Um brinde, Matheus. Um brinde à humanidade, e um brinde aos eucaliptos. Um grito meu não mudaria muita coisa, talvez. Mas quem sabe você. Quem sabe.
Estou lendo pra me sentir humana. Estou cantando pra criar alma.
Mas não muda nada.
Tô sempre igual, tô sempre a mesma. A mesma idiota que acha que (algum dia) vai criar asas e voar, e abandonar o mundo, pois quem sabe, com a minha partida as coisas melhorem. Talvez

Nenhum comentário:

Postar um comentário