sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

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Eu espero que...
Na verdade, não espero nada. Não crio expectativa nenhuma.
Sempre gostei de ser surpreendida, e espero que isso aconteça contigo. E mesmo que todas elas não sejam só boas, por favor, faça com que as surpresas ruins tenham remédio.

A maior falta do mundo

É possível sentir falta daquilo que você nunca teve?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Inseparable

Já venho lhe dizendo que queria ter escrito tudo isso aqui muito antes. Muito antes do dia 28. Só que eu não tive tempo, sabe como tava tudo enrolado aqui em casa.
Pois bem, ''antes tarde do que nunca'' ou qualquer coisa desse tipo.
Eu não sei escrever esse tipo de coisa sem ser cliché e brega. But its ok.

Fazem 8 anos que eu te conheço, mas fazem 4 que nos conhecemos de verdade. Começou de um jeitinho tão ingênuo (pra não dizer ridículo). Acho que eu só queria puxar papo com alguém, eu era aluna nova, não conhecia ninguém.. E devo dizer, que naqueles tempos eram muito mais fáceis de conseguir uma amizade. O tempo passou, passou, passou. E do nada, não me lembro bem como foi, você se tornou minha amiga. Vivia me convidando pra ir na sua casa, mas eu nunca podia, lembra? Haha. Até que um dia eu finalmente fui, lembro até hoje. Levei milhaaaaares de esmaltes, e ficamos pintando as unhas e falando sobre Harry Potter. Invadíamos o computador do seu irmão só pra entrar naqueles sites da MyScene. Lembra do talles_supernadegas?
E assim a gente foi se conhecendo, e cada vez mais se encontrando uma na outra. Você dormia aqui, eu dormia aí. Aliás, seria hipocrisia dizer que nós 'dormiamos' porque ficávamos acordadas até as 6 da manhã. Assistindo SexyTime, e rindo.
Começaram nossas idas ao cinema. Nossos esquemas de comprar milhares de bombons na Cacau Show e entrar com eles escondidos no cinema. Naquela época a única coisa que importava era descobrir o sabor do mentos no escuro, e tirar sarro dos casais que sentavam do nosso lado.
Não existiam problemas. Não existiam meninos, não existia a insegurança. A gente era feliz, e não sabia.

A nossa amizade sobreviveu a tanta coisa. Tinha tanta gente falando mal da gente. As cobras, as 'espaguetes'. E sempre nos mostramos melhores do que todas elas. Éramos só em 2 e elas em umas 5 ou 6.
O que deixou a chama da nossa amizade acesa foi que nós sempre fazíamos tudo rindo. Mesmo nas nossas brigas. Quer dizer, brigas? A gente discutia, e 5 minutos depois já voltávamos a nos falar. 5 minutos mesmo, contados.

E sabe, eu só queria que você soubesse que, não importa se eu mudei de colégio, não importa se eu mudei, se eu estou longe a maior parte do tempo, e se não posso estar aí do seu lado pra te dar um abraço na hora em que você mais precisa ou te fazer rir nos momentos em que devíamos chorar.
As coisas mudaram um pouco, ou muito, sei lá. Mas eu continuo te amando do mesmo modo que eu te amava toda vez que eu te via as 7:40 da manhã, com aquelas nossas caras cansadas. Não quero jamais que pense que eu não me importo contigo, você é muito especial pra mim. Foi com você que eu fui no meu primeiro show, foi você que me deu o meu primeiro sutiã (haha) e você foi a minha primeira e única melhor amiga.

A gente conseguia se divertir nos momentos mais bizarros. ''Esse é meu amigo Texêra!''. Nossos photoshoots noturnos, o chocolate chocotudo, enfiar a cara no prato de espaguete no último dia de aula, enxer o saco da Professora de Artes, morrer de rir nas aulas de Informática, a sovaquinho, o Carma, os Halloweens, nossa busca pelos wayfarers, falar mal da Camilla, a Suína, os fakes, a Savannah, os amores platônicos, ''Dear God'', El Bolinga, mel_gatinhasex, humortadela, as risadas nas horas mais indevidas, e as lágrimas.

E eu sei que vocês está com novas amigas, e que elas podem preencher esse espaço que eu não sei se ainda posso ocupar. Sei que suas prioridades hoje em dia são outras, e que tá tudo muito diferente.
Mas eu continuo te desejando tudo de melhor, e não é da boca pra fora, não é aquele tipo de coisa que as pessoas te falam no aniversário só pra te fazerem se sentir bem. Eu desejo, sendo seu aniversário ou não. Eu vou estar sempre desejando que você supere tudo isso pelo qual você vem passando, e eu sei que você vai. Eu te conheço a bastante tempo, eu sei da força que reina aí dentro de você, por mais que as vezes não demonstre isso.
Então, só pra finalizar esse textinho nostálgico e cliché, não me esquece nunca. Nossos planos de morarmos juntas em Miami Beach ainda estão de pé, né? Porque quando eu choro, é pra você que eu penso em ligar. E desde que eu mudei de colégio, eu nunca mais consegui ter um ataque de riso igual aos que eu tinha contigo. Você faz falta, muita.
E você vai ser a minha melhor amiga (mesmo que talvez eu não seja mais a sua) durante todos esses 10, 20, 30 anos. Tudo isso foi e vai ser pra sempre.
E eu realmente te amo muito. Por mais que as vezes você duvidasse disso, era só meu jeito.
Você vai ser pra sempre a minha July, minha Push safada, July Cigarrete, Sexy,
Juju, Jollie, e única.


P.S.: O cafofo do Judas sente sua falta.


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Past



Talvez esse tenha sido o meu erro desde o princípio. Eu troquei todos os reais por um que não era. E eu vivi substituindo todos por ele. E eu ficava os comparando.
Eu costumava gostar das suas palavras, mas agora eu prezo o toque, aliás, eu prezo muito mais um abraço do que um 'eu te amo'. O 'eu te amo' já foi banalizado, e a gente nunca consegue saber se real. Mas um abraço, um beijo, um toque. Tem intensidade, tem paixão.
E disso você nunca foi capaz. E se continuar assim, nunca será.
Não pelo acaso, mas pelas nossas escolhas, meu bem.

O que fazer quando uma pessoa se abre mais para um caderno do que pra você?
É estranho, é diferente.
É porque é real, é porque eu consigo te tocar.
E só de pensar em te perder, o meu coração para.

O medo escorre por entre os meus dedos. Mas eu sei que tenho você aqui pra me segurar quando eu cair.


All I have.


E se toda essa saudade fosse convertida em química.. ah, meu amor, eu já teria tido uma overdose.